O Desafio
O representante oficial ucraniano de uma marca coreana de skincare precisava de uma loja onde o cliente encontrasse um produto pelo que continha, não adivinhando o nome. O posicionamento era clean beauty e fórmulas hipoalergénicas, por isso ingredientes e tipo de pele tinham de comandar o catálogo em vez de ficarem numa nota de rodapé — e compras repetidas tinham de ser recompensadas automaticamente, sem ninguém a emitir cupões à mão.
O Que Foi Feito
1. Arquitetura de catálogo, não um widget de filtros
O catálogo foi construído sobre cinco taxonomias de atributos separadas — ingredientes ativos, grupo de produto, linha, tipo de pele e tipo de produto — onde cada termo ganha o seu próprio URL indexável em vez de um estado de filtro sem saída, e cada taxonomia tem o seu próprio sitemap. Hoje essa estrutura tem 48 páginas de ingredientes, 24 categorias em dois níveis e 10 páginas de tipo de pele, por isso "niacinamida" e "para pele oleosa" são landing pages reais que um motor de busca pode posicionar, não query strings que ignora. É esse o objetivo do build: atributos tratados como páginas de pleno direito, não como um widget na barra lateral.
2. Fidelização que funciona sozinha
Escalões de desconto cumulativo eram calculados a partir do valor total histórico de compras do cliente, aplicados automaticamente no checkout e mostrados no carrinho, junto com um desconto separado na primeira encomenda após registo e um limiar de portes grátis. Etiquetas de merchandising — novo, mais vendido, vegan, saldo — e campanhas agendadas foram movidas para o backoffice, para a equipa poder lançar uma promoção sem programador e sem mexer em preços à mão.
3. Stock e o lado Google do catálogo
As páginas de produto mostravam o número exato de unidades restantes e mudavam sozinhas para esgotado, e os SKU usavam os mesmos códigos do sistema de contabilidade do cliente, para que o storefront e o backoffice se referissem ao mesmo produto da mesma forma — sem correspondência manual ao processar uma encomenda. Cada página de produto também carregava dados estruturados completos de Product/Offer/availability, para o Google ler preço e stock diretamente do catálogo em vez de uma segunda folha de cálculo que silenciosamente desatualiza.
O Resultado
A equipa passou a gerir sozinha o catálogo, os preços, as promoções e o stock — a operação diária nunca dependeu da disponibilidade de um programador.
- As páginas de ingredientes e tipo de pele deram aos motores de busca algo específico para posicionar, em vez de uma única página genérica de loja.
- O mesmo catálogo estruturado alimentava as campanhas pagas.
- Online desde 2020; a equipa do cliente gere-a desde então, por isso o que está online hoje inclui também as suas alterações posteriores.
Stack, com honestidade: WordPress e WooCommerce sobre um tema próprio (geektheme), com Elementor Pro para páginas de conteúdo, taxonomias de atributos próprias, regras de fidelização cumulativas, controlo de stock, checkout WayForPay e Yoast SEO Premium. A parte interessante não é a plataforma, mas o modelo de catálogo — atributos como entidades indexáveis com os seus próprios sitemaps — a mesma estrutura que construo hoje numa stack moderna. Saber exatamente como isto está montado por dentro do WooCommerce é também o que torna segura uma futura migração de uma loja assim para fora do WooCommerce.
